quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Pensamentos


Estive ausente por um tempo. Sabe aquele período que passamos onde nada faz sentido, aqueles que a vida se torna tão a mesma coisa, aí a gente questiona tudo a nossa volta. Não é culpando ninguém, mas questionando porque a vida nos levou a tomar certos rumos, certas decisões. E ai lembramos de épocas diferentes da vida, fazendo um tipo de “melhores momentos”.Você se diz a celebre frase: “Eu era feliz e não sabia!”. Mas no fundo o que você quer e voltar no tempo e viver aquele período de novo, ter a mesma sensação, sentir o mesmo cheiro, rever pessoas. Mas será que é possível?
Eu gostaria de reviver muitos momentos da minha vida, alguns que gostaria de tomar outras atitudes, dizer verdades nunca ditas, dizer sins para alguns nãos, dizer nãos para alguns sins, tomar decisões de cabeça fria, e outras de cabeça fervendo. Mas por mais que eu queira, não poderei voltar atrás e ter aqueles momentos de novo e algumas pessoas também não poderei ter ao meu lado.

“Você precisa entender que algumas pessoas irão permanecer no seu coração, mas não na sua vida”. CFA

Por Bernadete Cavalcante

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Shopping: O melhor divã do mundo

Gente tenho que confessar, uma das melhores coisas pra se fazer quando se está com aquela “deprê” é fazer compras. Dá uma sensação maravilhosa. Não é só coisa de menina patricinha não viu, por alguns momentos a gente esquece daqueles probleminhas e foca o pensamento em algo mais produtivo. Principalmente se o probleminha for relacionando às causas do coração, pense num santo remédio.
Lógico que seria ótimo não ter passar por isso, ter um namorado incrível, super apaixonado, fiel, que faz todas as nossas vontades....ixiii! Delirei por alguns instantes, desculpem. Já até conversei com Deus sabe, e expliquei pra ELE a situação: “Querido Deus, afasta de mim esse cálice, daí-me sabedoria e paciência para passar por essa fase, que me causa cansaço na mente, no corpo e no bolso”.
Como disse minha amiga Rebeca: Enquanto elas passam com os namorados, a gente passa com nossas compras! No final, acho que vale mais a pena as compras.


Por Bernadete Cavalcante

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Mania de romance?


Hoje eu li algumas frases twitadas que me chamaram a atenção sobre como nós mulheres temos tendência a romantizar tudo. E é verdade. A maioria que eu conheço (eu inclusive!) sempre acha que o cara vai ligar no dia seguinte, e sofre horrores por muitas vezes se sentir usada nas relações.
Seria mesmo mais fácil se nós conseguíssemos agir tão naturalmente como certos homens, e separar amor, sexo, um fica, um rolo. Mas a realidade é que a gente acredita que o outro vai sentir o mesmo que a gente, e ai a romantiza tudo, com planos mirabolantes, cenas de novela. E se decepciona, porque não é assim que acontece.
Digo a maioria das mulheres porque de vez em quando encontramos as “sortudas” que tiram de letra essas situações, ai pra essas aparecem os melhores caras, os mais apaixonados, os que realmente ligam. Vai entender?!
Mas porque a gente se sente tão ofendida com o fato do cara querer levar a gente pra cama? Será que o fato de depois ele não querer compromisso significa que ele não gostou de você de alguma forma? É complicado. O mundo anda muito moderno pro meu gosto, e os relacionamentos então nem se fala!
Prefiro o romance a moda antiga, onde o cara tomava a iniciativa, ligava com freqüência e te tratava com mais consideração. Será que eu estou errada?

Por Bernadete Cavalcante

“A vida é complicada porque nós mulheres romantizamos tudo, ou quase tudo. Ou justamente o que não deveríamos”.Tati Bernadi.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Um vício chamado amor

Tem coisas que acontecem que a gente não consegue explicar. Por mais que tentemos achar um raciocínio lógico, não encontramos. O amor entra nessa categoria de sentimentos inexplicáveis. Quando a gente se apaixona, passamos a ver tudo de forma diferente, as coisas ganham mais brilho, mais melodia, mais poesia.
Não adianta tentar entender, buscar motivos, porque quando o sentimento bate não tem jeito, você entra num estado de graça e tudo ganha uma razão de ser. É realmente como uma droga, e quanto mais se consome dela, mais você deseja.
Às vezes ceder ao vício nos traz conseqüências dolorosas, e tentamos fugir e nos livrar, esconder os sentimentos, e fingir que eles não existem mais, que você se curou. Mas quando menos esperamos, ele volta e parece que nunca saiu do lugar: tem a mesma força, a mesma intensidade.
Se nada acontece na vida por acaso e tudo existe por um motivo, podemos aproveitar e viver cada momento, mesmo os mais difíceis e de alguma forma ainda nos surpreender.

‎Eu sei que todos os dias quando eu acordo Deus dá um sorriso e me diz: Estou te dando a chance de tentar de novo.”Anônimo

Por Bernadete Cavalcante

Lições

O amor é uma droga que nos torna dependentes. Sei que não mata, mas aleija. Você continua seus dias normalmente, fazendo as mesmas coisas,  mas com o brilho um pouco ofuscado. Parece que fica faltando alguma coisinha. É o oposto de quando nosso coraçãozinho está bem, parece que não falta mais nada. Você morreria, tranqüila e feliz, nos braços da pessoa amada!
Descobrimos o quanto é difícil esquecer um grande amor, como é difícil arrancar a marca que uma pessoa pode deixar em nossas vidas.
Pois é, a vida é assim! Porém, a gente vai envelhecendo e descobre que a vida é um jogo de xadrez. A gente não pode “baixar muito a guarda”, senão você é derrubado.
A gente vai aprendendo que as coisas não são como a gente queria que fosse, que as pessoas não são iguais a nós e que o incompreensível tem que, obrigatoriamente, tornar-se compreensível e aceitável.
A gente vai entendendo que coisas que você não dava importância, que considerava acessórias, de repente, podem ser tudo o que você tenha.
A gente vai aprendendo que viver pode ser algo perigoso, pode te ferir muito. Por mais que sejamos pessoas preparadas, viver é sempre um risco.
Porém, quando a gente amadurece, descobre que o importante não é a cilada que te aconteceu, mas como você reagirá e em  quanto tempo se recuperará.
A gente vai aprendendo que o mundo não pára de girar, o tempo não pára de passar para  gente “descer”, descansar um pouco...
A gente vai aprendendo que o ser humano é capaz de derramar lágrimas pra te convencer de uma mentira. Aprende que a verdade pode existir só para você mesmo: a sua verdade.
Aprendemos que podemos voltar atrás em nossos caminhos e decisões, que nem sempre aquilo em que acreditamos é o melhor para nós.
Aprendemos que, algumas vezes, não vamos entender os motivos, as razões de algo e que teremos, simplesmente, que aceitar.
A gente vai aprendendo que antes de desculpar alguém, temos que nos desculpar primeiro, perdoando-nos por ter falhado, por ter construído castelos tão lindos em bases tão frágeis, por não ter previsto a grande possibilidade de um desmoronamento.  


Por Rebeca Soares

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Já passei dessa fase

Eu sempre fui muito descolada, vivia dizendo que qualquer problema eu tirava de letra. E era assim. Nunca fui muito de me abater com situação difíceis, ficava pensativa algumas horas e depois sabia exatamente o que iria fazer. Mas como estamos aqui pra aprender alguma coisa, tive que experimentar uma fase meio nebulosa no meio do caminho. Sabe aquelas nuvenszinhas que aparecem na cabeça dos desenhos, com raios, chuvas e tudo mais?! Pois é, me sentia assim.
E colocava a culpa em todo mundo: Deus, as outras pessoas, e não olhava para o meu próprio umbigo. O papel da “coitadinha” é sempre mais conveniente, e você tem desculpa para todas as suas falhas. Mas chega uma hora que cansa, você mesma cansa de viver assim, imagina só as pessoas que tem que conviver com você.
Todos os seus pensamentos parecem atrair ainda mais situações ruins, e nada funciona, nada dá certo. Quando você finalmente se dá conta da merda que é viver assim, a vontade que dá é se dar uns bons tapas e dizer olhando no espelho: “ Vá lavar um tanque de roupas e deixe de frescura!”.
Deus já te deu o melhor presente que foi a vida, então veja a beleza que é viver, mesmo quando tudo estiver difícil e você não vê saída, ELE sempre estará ao seu lado.

Por Bernadete Cavalcante

Recomeçar...

Quando as coisas não vão muito bem, quando algo que queríamos mais que tudo não dá certo, temos uma tendência de colocarmos culpa na vida, no destino, nos outros, quando, na maioria das vezes, os erros são nossos!
Em certos momentos da vida deparamo-nos com situações difíceis e nos indagamos: Por quê? Se pararmos para pensar, entenderemos que estas situações, na maioria das vezes, são decorrentes de atitudes nossas, impensadas, irresponsáveis. Deus não tem nada a ver com isso. Temos o livre arbítrio e Ele sofre toda vez que tombamos.
Porém, enquanto estivermos usando a veste da “coitadinha”, as coisas não vão acontecer em nossas vidas. Precisamos aceitar nossos erros, sem culpa, e nos darmos uma nova chance. Uma não,  quantas precisarmos. Não somos obrigados a viver na tristeza por ter medo de tentar de novo. Só temos uma vida (pelo menos que a gente saiba) e temos a obrigação de vivê-la da melhor forma possível. Viver e não apenas sobreviver! Enquanto olharmos para o passado, para o estrago que ele causou em nossas vidas e em nossos corações, enquanto pensarmos nas desilusões, nas tantas mágoas que sofremos, perdemos as possibilidades que se renovam a cada instante. Não as enxergamos porque os olhos estão lacrimejando ao lembrar-se daquela mágoa, daquela dorzinha que você ainda sente bem no fundo do seu coração, daquela ferida que está cicatrizando mais que ainda dói ...
Costumo comparar nossa vida com um CD. Ao longo de nossa existência passamos por muitas experiências, boas e ruis. As ruins deixam marcas, que no CD são os “arranhões”. Uns saem, outros são tão profundos que nunca mais desaparecem. E, ao final, você olha o CD da sua vida e pode ver quantos arranhões você teve. Com certeza as marcas mais profundas vão estar lá. 
Mas o que quero dizer com tudo isso é o seguinte: é preciso RECOMEÇAR...SEMPRE!! Olhar para frente e enxergar tantas coisas boas  que estão ali, tão perto, mas que não notamos por estarmos muito ocupados com nossas raivas, tristezas e sentimentos de vingança.

Por Rebeca Soares



segunda-feira, 2 de maio de 2011

“Magneto tinha razão parte 223....”

Essa frase já tinha sido usada por outra pessoa, mas como eu gostei muito dela, vou usá-la aqui pra dar mais ênfase ao que quero dizer. “Magneto tinha razão” quando ele dizia que não tinha como haver uma convivência pacifica entre os mutantes e humanos, e que os humanos deveriam morrer. “Magneto tinha razão”, tá cada vez mais difícil conviver com a humanidade.
Imagine ir a um restaurante ou lanchonete e ter uma pessoa constantemente batendo na sua cadeira, porque simplesmente não pode afastar ou pedir licença. Você está no supermercado fazendo compras, e vem uma pessoa que está te vendo e ainda sim bate o carrinho no seu calcanhar porque não consegue “dirigir” ou “frear” .
Melhor é ficar mais de uma hora na fila de cinema, imagina a cena: ficar ao lado de um bando de adolescentes que não param quietos, gritam o tempo todo, trazem os amigos para furar a fila e ainda se acham com razão. Pra piorar, ainda tem os desavisados que não sabem que tem uma tela enorme que mostra o nome do filme, a sala, a sessão e o horário do filme e na hora de comprar o ingresso pedem a opinião dos bilheteiros sobre qual filme devem assistir. Fala sério!
Conviver com a humanidade está cada vez mais difícil por isso que eu digo, “Magneto tinha razão, somos uma espécie inferior, apesar de pertencer a essa especie, mas alguns em alguns casos a estupidez humana supera os limites aceitáveis e eu não tenho como negar, Magneto tinha razão”.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Ta ruim, mas tá bom (Noooossa – Parte I)



Pois  é, como postou minha amiga Bernadete, a gente espera tudo isso mesmo de um cara: esportista, bonito, gentil, rico, carinhoso ... Aí, de repente, cê ta almoçando com as amigas num restaurante, numa boa e tal, e eis que entra .... O CARA, não, não é príncipe, o sapo: baixo, feio, gordo, óculos espelhado puxado para uma tonalidade vermelha, e se achando. E ainda olha para você! Noooooooossa!!!! 
Acho, querida amiga e companheira de ilusões, que somos mesmo muito exigentes, mas, quem sabe, nosso sapinho não chega e nos tornamos as princesinhas do pântano.





P.S: Vocês vão entender esse subtítulo chamado “Noooossa – Parte ...’” ao longo das postagens. É só para ressaltar alguns fatos, chamar atenção para algumas coisas que você achava que nunca poderia acontecer, que você morreria mas não veria uma coisa daquelas.

Por Rebeca Soares 

Síndrome da Cinderela

Desde pequenas somos condicionadas a acreditar em contos de fada. Todos as histórias infantis que nos contavam sempre tinham a presença do príncipe encantado: bonito, educado, geralmente praticante de algum esporte (ou era espadachim, ou praticava arco e flecha, ou só cavalgava pelo reino mesmo!), e ainda por cima era rico, ou seja, a perfeição em forma humana. Isso foi pura maldade!
De uma maneira ou outra nós crescemos acreditando que um dia iríamos cruzar com o tal príncipe e que seriamos felizes para sempre.Mas um dia a gente cresce e vê que a vida não é bem um conto de fadas, e que o tal príncipe tá mais pra sapo. É só dá uma olhada por aí pra comprovar essa afirmação. Sem discursos feministas, a verdade é que existem muitos caras que não querem nada sério hoje em dia, mas vamos ser justas, o comportamento de muitas mulheres por aí tem contribuído para essa realidade.
Os filmes hollywoodianos vieram pra substituir as historinhas infantis. Aquelas histórias românticas e aqueles atores lindos nos fazem suspirar e pensar: “Como eu queria ser a mocinha do filme!” Ou vai me dizer que nunca pensou isso? Tenho certeza que sim. Mas não pense que você tem algum retardo ou problema mental, isso é decorrência do que fomos educadas a acreditar, o que temos que entender é que não existe essa de “o cara perfeito”, temos que parar de ser tão exigentes.
A prova disso é o número de mulheres inteligentes, bonitas, bem sucedidas e que estão solteiras. Claro que não estou querendo dizer com isso que a gente tem que aceitar qualquer um pra não ficar sozinha, porque aquele ditado ainda vale muito: Antes só do que mal acompanhada.
O que quero dizer é que temos que deixar de lado essa fantasia de “príncipe encantado” e de “felizes para sempre” e nos permitir algumas oportunidades de vez em quando, vai que o sapo vira realmente príncipe?! 
" Depois de sofrer muito querendo uma pessoa de perfeita e uma vida de cinema, eu só quero ser feliz de um jeito simples". Tati Bernardi


Por Bernadete Cavalcante

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Levanta a mão aí....

É levanta a mão ai quem nunca se envolveu em um relacionamento fulero! Pois é, como não podia deixar de ser eu também não pude escapar e olha que tava demorando viu! Eu testemunhei grandes amigas passarem por essa barca furada e ficava me indagando: “Mas porque a fulana passa por uma coisa dessas, tão bonita, tão inteligente? Francamente, é muito fácil sair de algo assim, dar a volta por cima”. E tive que pagar com a minha língua.
Há bem pouco tempo me envolvi com uma pessoa que me fez pagar a maioria dos meus pecados, e olha que nem cometi tantos assim. O fato é que esse relacionamento (se é que eu posso chamar assim!) me fez um mal danado, fui querer dar uma de moderninha e só me estrepei. É o que dá ouvir o Id de vez em quando.
Não vou expor aqui meu vale de lágrimas, o que quero realmente passar é o que aprendi com isso. Aprendi que gostar de alguém deve ser algo que te traga paz, alegria, tranqüilidade. De que adianta ficar umas duas, três horas divertidas se nas outras 20 seu coração fica angustiado, cheio de dúvidas, de expectativas e isso te tira o sono, o apetite? Não, isso não é gostar de alguém. Isso é falta de amor próprio. E o pior, é que descobri que isso não acaba assim como num passe de mágica como eu pensei. Não existe um botão de liga e desliga, gostar e para de gostar. Depois que você se envolve dessa maneira, deixar de gostar é muito dolorido. Mesmo sabendo que a pessoa não vale nem um cibazol!
Mas como eu disse, gostaria de compartilhar o que aprendi, a lição que tirei dessa história bizarra. Aprendi que nenhum cara vale minhas noites de sono. Aprendi que nenhum cara pode ocupar um espaço tão grande assim na minha vida, e parece frase feita, mas o fato é que só devemos mesmo gostar de quem gosta da gente.
Veja os sinais, e não pense que você pode mudar ninguém, não espere que isso acontece porque é muito difícil.Se o cara é o maior galinha do pedaço, não pense que você será a felizarda que conquistará seu coração, você pode até conquistar, porém irá dividi-lo com muitas outras mil felizardas por ai.
Relacionamentos assim deixam marcas e para você se curar delas é um longo processo. Estou passando por isso agora e espero sinceramente que não demore muito para cicatrizar. É, é meio melodramático mesmo. O que me conforta é que vai passar. Termino citando meu querido e eterno Caio Fernando Abreu (vocês vão ver muitas citações dele aqui): “A gente perde, leva porrada, é passado pra trás. Dói, dói demais, mas passa. Está vendo essa dor que agora samba no seu peito de salto agulha? Você ainda vai olha-la no fundo dos olhos e rir da cara dela. Juro que estou dizendo a verdade, eu não minto. Vai passar".




Por Bernadete Cavalcante

domingo, 24 de abril de 2011

Ser ID

Vamos falar um pouco dessa coisa de ser “Id”. Fazer tudo “o que dá na telha”. Legal! Mas para isso, é preciso ter muito peito para arcar com as consequências. É bem verdade que muitas delas são boas, mas as ruins quando vêm... ninguém merece! E não vale ser “id” na hora de tomar a atitude e depois lançar as consequências nas costas de outra pessoa. Ser “Id” é, acima de tudo, ter coragem.
Passados quase trinta anos encarando a “Dona Id” começo a ter medo de tomar algumas atitudes e fazer tudo o que quero. Hoje, conheço algumas causas x efeitos, sei onde o “sapato aperta”. É bem verdade que passei por grandes emoções, mas quanto maior a emoção, maior o estrepamento (do verbo estrepar). Pensava: “Foda-se tudo. Eu quero!” Me f... várias vezes. Não quero mais tomar atitudes que sei que vão me levar a um novo estrepamento e atestar de vez minha imbecilidade. Pode até ser que eu seja (imbecil), mas não vai ser eu quem vai me coroar com este certificado.
Sempre pensava: “Pô, e se eu morrer amanha? Não fiz o que queria.” Isso é verdade, o problema é se eu não morrer e tiver que arcar com as consequências de um ato instintivo.
Quase tudo feito sem racionalidade está fadado ao estrepamento. Geralmente, o agir por impulso não vem acompanhado de muita sabedoria. 







Por Rebeca Soares

Freud explica

Há um tempo atrás eu tive uma aula de introdução à psicologia, e isso mudou um pouco minha Vida. Uma das coisas que aprendi foi sobre os níveis de inconsciência do ser humano composto por ID, Ego e Superego. Ai você me pergunta, sim e daí?! Calma, vou explicar.
Tenho certeza que você já ouviu aquela "voizinha" na sua cabeça te atiçando pra fazer alguma coisa inconsequente, tipo pegar o carro escondido, passar um trote pra ex do seu namorado ou afim, andar pelada na chuva... Pois essa "voizinha" é o Id, é ele quem te impulsiona a quebrar as regras em busca do seu prazer. Para mediar essa vontade louca, existe outra voz que te faz lembrar que fazer essas coisas é errado, e que pode acontecer consequências como bater o carro, alguém te ver na chuva pelada e sair correndo atrás de você, ou escutar seu namorado ou afim atender ao telefone da outra.. vixe!! Que medo! Essa outra voz é o Superego, é ele que te segura porque existem padrões a serem seguidos, o que os outros vão pensar sobre essas suas atitudes? E por fim existe aquela voz que tenta dar equilíbrio a esse turbilhão de sensações e pensamentos, o tal do Ego.  Não, não se trata aqui do ego de orgulho, do ser egocêntrico, o Ego do inconsciente é o mediador, ele fica no meio de uma enorme briga entre o certo e o errado, o que pode e o que não pode.
Todos nós temos esses níveis de inconsciência, um deles é sempre mais apurado que outro. Vai me dizer que você não conhece alguém que possui uma dessas características? Pois eu conheço e por isso foi necessária essa pequena aula inicial, para que você possa entender a personalidade das pessoas que resolveram escrever esse blog.  Aqui estarão presentes as vozes do Id (Rebeca) e do Ego (Bernadete), o Superego se perdeu no caminho!  Mas vamos combinar ninguém precisa ficar ouvindo os bla-bla-blás da consciência o tempo todo com todas aquelas convenções.
Vale a pena buscar o prazer a todo custo? Sem ter medo das conseqüências, sem ter medo das porradas quando tomamos uma decisão, quando fazemos uma escolha? Bom, isso eu não sei, Id e Ego ainda não chegaram a um acordo, enquanto isso a gente vai vivendo e escrevendo sobre isso aqui no contraponto.




Por Bernadete Cavalcante