quarta-feira, 27 de abril de 2011

Ta ruim, mas tá bom (Noooossa – Parte I)



Pois  é, como postou minha amiga Bernadete, a gente espera tudo isso mesmo de um cara: esportista, bonito, gentil, rico, carinhoso ... Aí, de repente, cê ta almoçando com as amigas num restaurante, numa boa e tal, e eis que entra .... O CARA, não, não é príncipe, o sapo: baixo, feio, gordo, óculos espelhado puxado para uma tonalidade vermelha, e se achando. E ainda olha para você! Noooooooossa!!!! 
Acho, querida amiga e companheira de ilusões, que somos mesmo muito exigentes, mas, quem sabe, nosso sapinho não chega e nos tornamos as princesinhas do pântano.





P.S: Vocês vão entender esse subtítulo chamado “Noooossa – Parte ...’” ao longo das postagens. É só para ressaltar alguns fatos, chamar atenção para algumas coisas que você achava que nunca poderia acontecer, que você morreria mas não veria uma coisa daquelas.

Por Rebeca Soares 

Síndrome da Cinderela

Desde pequenas somos condicionadas a acreditar em contos de fada. Todos as histórias infantis que nos contavam sempre tinham a presença do príncipe encantado: bonito, educado, geralmente praticante de algum esporte (ou era espadachim, ou praticava arco e flecha, ou só cavalgava pelo reino mesmo!), e ainda por cima era rico, ou seja, a perfeição em forma humana. Isso foi pura maldade!
De uma maneira ou outra nós crescemos acreditando que um dia iríamos cruzar com o tal príncipe e que seriamos felizes para sempre.Mas um dia a gente cresce e vê que a vida não é bem um conto de fadas, e que o tal príncipe tá mais pra sapo. É só dá uma olhada por aí pra comprovar essa afirmação. Sem discursos feministas, a verdade é que existem muitos caras que não querem nada sério hoje em dia, mas vamos ser justas, o comportamento de muitas mulheres por aí tem contribuído para essa realidade.
Os filmes hollywoodianos vieram pra substituir as historinhas infantis. Aquelas histórias românticas e aqueles atores lindos nos fazem suspirar e pensar: “Como eu queria ser a mocinha do filme!” Ou vai me dizer que nunca pensou isso? Tenho certeza que sim. Mas não pense que você tem algum retardo ou problema mental, isso é decorrência do que fomos educadas a acreditar, o que temos que entender é que não existe essa de “o cara perfeito”, temos que parar de ser tão exigentes.
A prova disso é o número de mulheres inteligentes, bonitas, bem sucedidas e que estão solteiras. Claro que não estou querendo dizer com isso que a gente tem que aceitar qualquer um pra não ficar sozinha, porque aquele ditado ainda vale muito: Antes só do que mal acompanhada.
O que quero dizer é que temos que deixar de lado essa fantasia de “príncipe encantado” e de “felizes para sempre” e nos permitir algumas oportunidades de vez em quando, vai que o sapo vira realmente príncipe?! 
" Depois de sofrer muito querendo uma pessoa de perfeita e uma vida de cinema, eu só quero ser feliz de um jeito simples". Tati Bernardi


Por Bernadete Cavalcante

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Levanta a mão aí....

É levanta a mão ai quem nunca se envolveu em um relacionamento fulero! Pois é, como não podia deixar de ser eu também não pude escapar e olha que tava demorando viu! Eu testemunhei grandes amigas passarem por essa barca furada e ficava me indagando: “Mas porque a fulana passa por uma coisa dessas, tão bonita, tão inteligente? Francamente, é muito fácil sair de algo assim, dar a volta por cima”. E tive que pagar com a minha língua.
Há bem pouco tempo me envolvi com uma pessoa que me fez pagar a maioria dos meus pecados, e olha que nem cometi tantos assim. O fato é que esse relacionamento (se é que eu posso chamar assim!) me fez um mal danado, fui querer dar uma de moderninha e só me estrepei. É o que dá ouvir o Id de vez em quando.
Não vou expor aqui meu vale de lágrimas, o que quero realmente passar é o que aprendi com isso. Aprendi que gostar de alguém deve ser algo que te traga paz, alegria, tranqüilidade. De que adianta ficar umas duas, três horas divertidas se nas outras 20 seu coração fica angustiado, cheio de dúvidas, de expectativas e isso te tira o sono, o apetite? Não, isso não é gostar de alguém. Isso é falta de amor próprio. E o pior, é que descobri que isso não acaba assim como num passe de mágica como eu pensei. Não existe um botão de liga e desliga, gostar e para de gostar. Depois que você se envolve dessa maneira, deixar de gostar é muito dolorido. Mesmo sabendo que a pessoa não vale nem um cibazol!
Mas como eu disse, gostaria de compartilhar o que aprendi, a lição que tirei dessa história bizarra. Aprendi que nenhum cara vale minhas noites de sono. Aprendi que nenhum cara pode ocupar um espaço tão grande assim na minha vida, e parece frase feita, mas o fato é que só devemos mesmo gostar de quem gosta da gente.
Veja os sinais, e não pense que você pode mudar ninguém, não espere que isso acontece porque é muito difícil.Se o cara é o maior galinha do pedaço, não pense que você será a felizarda que conquistará seu coração, você pode até conquistar, porém irá dividi-lo com muitas outras mil felizardas por ai.
Relacionamentos assim deixam marcas e para você se curar delas é um longo processo. Estou passando por isso agora e espero sinceramente que não demore muito para cicatrizar. É, é meio melodramático mesmo. O que me conforta é que vai passar. Termino citando meu querido e eterno Caio Fernando Abreu (vocês vão ver muitas citações dele aqui): “A gente perde, leva porrada, é passado pra trás. Dói, dói demais, mas passa. Está vendo essa dor que agora samba no seu peito de salto agulha? Você ainda vai olha-la no fundo dos olhos e rir da cara dela. Juro que estou dizendo a verdade, eu não minto. Vai passar".




Por Bernadete Cavalcante

domingo, 24 de abril de 2011

Ser ID

Vamos falar um pouco dessa coisa de ser “Id”. Fazer tudo “o que dá na telha”. Legal! Mas para isso, é preciso ter muito peito para arcar com as consequências. É bem verdade que muitas delas são boas, mas as ruins quando vêm... ninguém merece! E não vale ser “id” na hora de tomar a atitude e depois lançar as consequências nas costas de outra pessoa. Ser “Id” é, acima de tudo, ter coragem.
Passados quase trinta anos encarando a “Dona Id” começo a ter medo de tomar algumas atitudes e fazer tudo o que quero. Hoje, conheço algumas causas x efeitos, sei onde o “sapato aperta”. É bem verdade que passei por grandes emoções, mas quanto maior a emoção, maior o estrepamento (do verbo estrepar). Pensava: “Foda-se tudo. Eu quero!” Me f... várias vezes. Não quero mais tomar atitudes que sei que vão me levar a um novo estrepamento e atestar de vez minha imbecilidade. Pode até ser que eu seja (imbecil), mas não vai ser eu quem vai me coroar com este certificado.
Sempre pensava: “Pô, e se eu morrer amanha? Não fiz o que queria.” Isso é verdade, o problema é se eu não morrer e tiver que arcar com as consequências de um ato instintivo.
Quase tudo feito sem racionalidade está fadado ao estrepamento. Geralmente, o agir por impulso não vem acompanhado de muita sabedoria. 







Por Rebeca Soares

Freud explica

Há um tempo atrás eu tive uma aula de introdução à psicologia, e isso mudou um pouco minha Vida. Uma das coisas que aprendi foi sobre os níveis de inconsciência do ser humano composto por ID, Ego e Superego. Ai você me pergunta, sim e daí?! Calma, vou explicar.
Tenho certeza que você já ouviu aquela "voizinha" na sua cabeça te atiçando pra fazer alguma coisa inconsequente, tipo pegar o carro escondido, passar um trote pra ex do seu namorado ou afim, andar pelada na chuva... Pois essa "voizinha" é o Id, é ele quem te impulsiona a quebrar as regras em busca do seu prazer. Para mediar essa vontade louca, existe outra voz que te faz lembrar que fazer essas coisas é errado, e que pode acontecer consequências como bater o carro, alguém te ver na chuva pelada e sair correndo atrás de você, ou escutar seu namorado ou afim atender ao telefone da outra.. vixe!! Que medo! Essa outra voz é o Superego, é ele que te segura porque existem padrões a serem seguidos, o que os outros vão pensar sobre essas suas atitudes? E por fim existe aquela voz que tenta dar equilíbrio a esse turbilhão de sensações e pensamentos, o tal do Ego.  Não, não se trata aqui do ego de orgulho, do ser egocêntrico, o Ego do inconsciente é o mediador, ele fica no meio de uma enorme briga entre o certo e o errado, o que pode e o que não pode.
Todos nós temos esses níveis de inconsciência, um deles é sempre mais apurado que outro. Vai me dizer que você não conhece alguém que possui uma dessas características? Pois eu conheço e por isso foi necessária essa pequena aula inicial, para que você possa entender a personalidade das pessoas que resolveram escrever esse blog.  Aqui estarão presentes as vozes do Id (Rebeca) e do Ego (Bernadete), o Superego se perdeu no caminho!  Mas vamos combinar ninguém precisa ficar ouvindo os bla-bla-blás da consciência o tempo todo com todas aquelas convenções.
Vale a pena buscar o prazer a todo custo? Sem ter medo das conseqüências, sem ter medo das porradas quando tomamos uma decisão, quando fazemos uma escolha? Bom, isso eu não sei, Id e Ego ainda não chegaram a um acordo, enquanto isso a gente vai vivendo e escrevendo sobre isso aqui no contraponto.




Por Bernadete Cavalcante